Microsoft já pensava em tablets desde o Windows XP, revela ex-executivo


Joachim Kempin lançará livro em que critica a empresa e sua liderança

Microsoft

Steve Ballmer não é o cara certo para comandar a Microsoft. Pelo menos é o que defende Joachim Kempin, que trabalhou na empresa entre 1983 e 2002.

O ex-executivo chegou a ser vice-presidente senior da companhia, com acesso direto ao cofundador Bill Gates. Agora, do lado de fora, Kempin lançará, na próxima quinta-feira, 24,  o livro “Resolve and Fortitude: Microsoft’s ‘secret power broker’ breaks his silence”, com críticas à empresa e sua liderança, representada por Ballmer.

“Para a Microsoft realmente voltar de forma séria ao jogo, ela necessita de grande mudança na gerência”, disse Kempin em entrevista à Reuters.

De acordo com a agência, em seu livro, Kempin diz que a Microsoft previu movimentos da tecnologia na última década, como no caso dos tablets, smartphones e mídias sociais, mas acabou cedendo sua liderança no setor para a Apple e outras companhias.

“Eles perderam todas as oportunidades sobre as quais estávamos falando quando eu ainda estava na empresa. Tablets, smartphones… nós estávamos criando um tablet. Tínhamos um software de tablet quando o Windows XP veio”, disse.

Para Kempin, a Microsoft precisa de alguém mais jovem, que entenda a geração Facebook e sua comunidade mobile.

“Steve é um cara muito bom de negócios, mas então faça-o COO, não CEO, e seu negócio será bem sucedido”, disse.

Kempin alega que conversou com Ballmer há dois anos para mostrar suas preocupações em relação à gerência da empresa, mas não viu mudanças desde então. Inclusive, tanto ele quanto Gates já receberam cópias de seu livro.

Pulando fora do barco

O executivo acusa Ballmer de prejudicar qualquer um que ameaçe ocupar sua vaga de CEO, que ele detém desde 2000. Um exemplo citado é o caso de Richard Belluzzo, creditado pelo lançamento do Xbox e que, 14 meses após ascender a COO, teve de deixar a empresa.

Um dos últimos líderes a abandonar a companhia foi Steven Sinofsky, responsável pelo lançamento do Windows 8 e que partiu em novembro de 2012 após ter atritos com Ballmer.

Outros exemplos citados são o de Kevin Johson, que saiu para tocar a Juniper Networfs; Stephen Elop, que foi liderar a Nokia Oyj; e Ray Ozzie, designado por Gates para ser um dos maiores conselheiros da Microsoft, mas saiu para cuidar de seus projetos.

 

 

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