As 5 piores aquisições do mercado de tecnologia


Nem todas as fusões do mundo da tecnologia dão certo. Organizamos uma lista com alguns dos piores negócios já feitos

Aquisição

Não é sempre que uma empresa dá a sorte que a Apple teve ao adquirir a NeXT por cerca de US$ 500 milhões e trazer junto um Steve Jobs. Muitas vezes, a compra é uma bomba que explode na cara dos empresários responsáveis pelo negócio e o resultado normalmente é um prejuízo imenso.

Ao adquirir uma startup ou até mesmo uma companhia já renomada, a empresa está fazendo uma aposta em seus produtos e como eles podem ser utilizados. E muitas vezes esta aposta falha miseravelmente, causando o fim prematuro do serviço, ou uma revenda por um preço muito menor do que o valor pago. Conheça alguns dos piores casos já registrados:

MySpace foi comprado por US$ 580 milhões pela News Corp

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MySpace já foi grande nos Estados Unidos. Apesar de nunca ter ganhado grande relevância no Brasil, a rede social, fundada em 2003, chegou a ser o site mais acessado pelos americanos. Isso chamou a atenção do magnata Rupert Murdoch, que, por meio de sua empresa News Corp, adquiriu a página.

A intenção era utilizar a popularidade do site para atrair audiência para as outras células da corporação, como a Fox News e 20th Century Fox. Entretanto, dois fatores são considerados primordiais para o fracasso da empreitada: a popularização do Facebook e a falta de inovação no MySpace.

Depois de assumir que o negócio havia sido malfeito e que o MySpace era “mal-gerenciado em todos os níveis possíveis”, a News Corp assumiu o prejuízo e vendeu a rede social por US$ 35 milhões para a Specific Media.

Geocities foi comprado por US$ 4 bilhões pelo Yahoo!
Quem se aventurou na internet do final dos anos 1990 e início dos anos 2000 certamente se lembra do Geocities, um popular serviço de hospedagem de sites na época. Aproveitando sua popularidade, o Yahoo! decidiu comprá-lo em 1999, no auge da bolha da internet, por assustadores US$ 4 bilhões.

A partir de então, a empresa pouco fez com o serviço, que deixou de ser uma ‘cidade virtual’, com os sites divididos em regiões relativas ao seu conteúdo, para transformá-lo em uma ferramenta de hospedagem comum. Ainda limitou o acesso às funções gratuitas, gerando a debandada dos usuários. Por fim, sua popularidade foi minguando enquanto o Yahoo! não dava mais tanta atenção ao serviço, até ser oficialmente extinto em 2009.

Palm foi comprada por US$ 1,2 bilhão pela HP
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A intenção da HP com a compra da Palm, em 2010, era avançar no mercado de mobilidade, aproveitando a marca já estabelecida e os profissionais da empresa. Não funcionou. Na época da aquisição, a Palm já estava em baixa e seu sistema operacional de mobile, o WebOS, vinha perdendo espaço para o Android.

Palm não decolou como subsidiária da HP. Não conseguiu emplacar um tablet para concorrer com o iPad, assim como não emplacou na área dos smartphones. Em 2011, a HP decidiu abrir o código do WebOS, que mal conseguia sequer aparecer entre as plataformas mais usadas, quanto mais competir com iOS e Android. Em 2012, a HP decidiu partir para outro caminho e fundou a Gram, que utiliza os recursos da Palm, mas voltada para a engenharia de software.

aQuantive foi comprada por US$ 6 bilhões pela Microsoft
Microsoft decidiu entrar com os dois pés no mercado de publicidade digital em 2007, quando pagou violentos US$ 6 bilhões pela aQuantive, que veio a se tornar uma das divisões da empresa de Redmond. Foi a maior aquisição da história da Microsoft até então, superada apenas pela compra do Skype em 2011.

Entretanto, a Microsoft não conseguiu deslanchar na área da publicidade online e viu o Google seguir tranquilo na liderança deste mercado. Dois anos após a compra, os executivos da aQuantive deixaram o cargo e a tecnologia foi descartada. Em julho de 2012, a Microsoft assumiu o prejuízo da transação, uma vez que nos 12 meses anteriores a divisão da qual a aQuantive fazia parte acumulou um prejuízo de US$ 2 bilhões.

Time Warner foi comprada pela AOL por US$ 164 bilhões
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Esta é conhecida universalmente como a pior fusão já feita no mercado de tecnologia. Buscando entrar no ramo multimídia, a americana AOL, até então um popular serviço de internet, decidiu se unir com a multinacional Time Warner, empresa responsável por filmes e vários canais de televisão dos Estados Unidos. Para isso, desembolsou US$ 164 bilhões em 2000.

Os anos que se seguiram foram trágicos para as duas companhias, que nunca pareceram se acertar. Em 2002, a nova companhia chegou a registrar um prejuízo estonteante na casa de US$ 99 bilhões, a maior perda já registrada por uma empresa até então. Em 2005, após o Google comprar US$ 1 bilhão em 5% das ações do grupo, a companhia foi avaliada em US$ 20 bilhões. Trata-se de uma queda de 90% do valor em cinco anos.

Além disso, até 2009, quando as duas empresas finalmente se separaram, o que se viu foram demissões em massa, saídas de executivos e queda no valor das ações das companhias, que hoje valem apenas uma fração do que valiam na época da fusão.

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