7 motivos pelos quais o PlayStation Vita pode ser considerado um fracasso


Fonte da imagem: Divulgação/Sony
Após um grande alarde — e também algumas sobrancelhas levantadas, em desconfiança —, o PlayStation Vita finalmente deu as caras, ao final de 2011. Entretanto, qualquer um que esteja acompanhando o desempenho no mínimo ambíguo do portátil atual da Sony já deve ter considerado (mesmo que remotamente) a possibilidade de que o Vita acabe repedindo a trajetória cambaleante do seu antecessor.

De fato, “repetir os erros do PlayStation Portable” consta entre uma lista recentemente organizada pelo site Wired. A publicação também considerou diversos outros pontos, é verdade — alguns até bastante concretos, como baixas vendas, ausência de jogos (uma velha questão) e quedas prematuras de preço. Confira abaixo.

  • Vendas muito abaixo do esperado

Eis um dos problemas centrais do PlayStation Vita: ele simplesmente não vende como deveria. Ou, antes, os números simplesmente não parecem atender às projeções iniciais da Sony. Afinal, vale lembrar que, após o lançamento do portátil em solo ocidental, a Sony afirmou que até março deste ano (mês que vem, portanto!) 10 milhões de unidades deveriam ter sido vendidas.

Fonte da imagem: Divulgação/Sony
Bem, embora ainda faltem dados, sabe-se que foram apenas 2,2 milhões até julho do ano passado — compreendendo os seis primeiros meses de prateleiras do sistema. Difícil acreditar em 10 milhões para breve, portanto.

  • Quedas prematuras de preço

Cortes de preço são algo realmente normal e previsível dentro do ciclo de vida de um console. O problema é que o Vita parece ter chegado cedo demais a esse estágio. No Japão, por exemplo, o preço oficial do console com 3G foi de 30 para 20 mil Ienes, enquanto que o aparelho apenas com Wi-Fi caiu de 25 para 20 mil ienes.

  • Onde estão os jogos?

Eis aqui uma tecla já bem batida quando se trata do Vita. Mas parece impossível revisitá-la de tempos em tempos — já que os tais títulos de peso prometidos pela Sony parecem simplesmente não vir. De fato, para 2013 há apenas três games exclusivos anunciados para o portátil. Os demais são multiplataforma.

  • O 3DS também não vai lá muito bem…

O sucesso arrebatador do DS certamente foi, em parte, prejudicial para os planos da Sony envolvendo o PSP. Entretanto, o sucesso do portátil anterior da Nintendo mostrava claramente que havia um nicho — que haviam compradores para portáteis com jogos de qualidade.

Fonte da imagem: Divulgação/Nintendo
Na verdade, parece óbvio, ao olhar para trás, que o PSP acabou pegando parte do vácuo deixado pela maquininha de dinheiro da Big N. O problema? O mesmo não parece estar ocorrendo com o 3DS. Mesmo liderando as vendas, o console tridimensional da Nintendo simplesmente não emplacou como o seu antecessor — o que invariavelmente se reflete no desempenho do Vita.

  • Os mesmos erros do PSP

Talvez nós tenhamos chegado a um ponto em que simplesmente é impossível deixar de reconhecer: plataformas portáteis com qualidade próxima ao de consoles de mesa não são mais tão atraentes. Conforme colocou a Wired, a maior parte do público hardcore prefere jogar em uma ampla tela de TV, enquanto que os jogadores casuais parecem perfeitamente satisfeitos com joguinhos para iOS e Android.

Fonte da imagem: Divulgação/Sony

  • A Sony tem perdido parcerias

Parece fácil elencar algumas das principais franquias que alavancaram as vendas do PSP anteriormente — sobretudo no Japão. Trata-se de Monster Hunter, Final Fantasy e Kingdom Hearts (entre outras, naturalmente). Bem, ocorre que, atualmente, grande parte dessas séries tem debandado para o Nintendo 3DS, o que deixa o Vita potencialmente sem aliados.

  • Onde estão os títulos exclusivos?

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A afirmação da Wired parece sintetizar bem este ponto: “Me desculpe, Sony, mas Mario é o único sujeito que pode integrar um jogo de plataforma atualmente”. Embora o ponto seja um tanto controverso, fato é que muitas das exclusividades da Sony parecem ter perdido seu apelo de outros tempos. Afinal, mesmo o excelente Uncharted: Golden Abyss não poderia, sozinho, sustentar toda uma plataforma — mesmo com a possível ajuda de Kratos.

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